O que somos

EME>>, Estúdio Móvel Experimental, é uma residencia móvel de pesquisa integrada em meio ambiente e sustentabilidade, entre arte, ciência e tecnologia. O projeto tem duas funções principais: seu design ser ecológico, isto é, desenvolver a máquina para que seja coerente ao meio ambiente e abrir espaço para artistas desenvolverem ações artísticas em sítios específicos. Este projeto é direcionado como uma plataforma interdisciplinar de pesquisa com foco na Mata Atlântica e sustentabilidade.

Os artistas e pesquisadores residentes no EME>> visitarão alguns municípios do estado do Rio de Janeiro também como festivais de arte, mídia e exposições. Uma de suas funções é alcancar público por meio de intervenções urbanas, publicações, documentação e interação utilizando plataformas de novas mídias como internet e redes sociais. Através deste projeto multidisciplinar pretende-se enfatizar a conscientização ambiental, histórica e artística do Estado do Rio de Janeiro.


EME >> Estúdio Móvel Experimental is a mobile residency working in a platform between art and science researching the natural environment and sustainability. EME >> has two main functions: as a customized camper van that is designed to be ecological, i.e., to adapt its machinery to the natural environment; and also as a mobile studio that can support facilities to explore the urban and natural environment, realize public/ live arts and educational events around the Guanabara Bay in the state of Rio de Janeiro. It opens space for artists and researchers to use the EME>> machine as a tool for communication and interface their work, the natural environment and the audience.



31 de out de 2010

4a Residência: Active Ingredient (UK)






http://www.i-am-ai.net/activeingredient/


... >>

EVENTOS | 1-12 Novembro 2010

Local: Rio de Janeiro e Niterói

Oficina: Uma Conversa entre Árvores
Quando: 04/11 (quinta-feira) e 05/11 (sexta-feira), das 07h às 13h
Onde: Escola Municipal Camilo Castelo Branco
Rua Pacheco Leão 1004, Jardim Botânico, Rio de Janeiro
* Estas oficinas são voltadas para todos os alunos da Escola Camilo Castelo Branco e oferecida gratuitamente.

Intervenção: Uma Conversa entre Árvores
Quando: 10/11 (Quarta-Feira) 10h as 15h.
Onde: Instituto Baía de Guanabara
Alameda São Boaventura, 770
Fonseca, Niterói
* Esta intervenção é aberta para o público, com entrada gratuita.

28 de out de 2010

Entrevista de Beatriz Lemos a Filipe Freitas



Conversas em trânsito
Com Filipe Freitas

Cosme Velho, Rio de Janeiro. Quarta 27 de outubro de 2010.

Gostaria que você se apresentasse e pontuasse sua área de atuação profissional e os principais projetos realizados e nos quais participa.

A definição de sustentabilidade passa pela lógica da organização em redes. Em todas as dimensões de nossa vida lidamos com a interdependência e quanto mais nos aprofundamos nos detalhes mais temos consciência de um mundo sistêmico. A natureza por si só é um modelo de sustentabilidade, onde as redes colaborativas atuam em todas as instâncias. Como extrair esse aprendizado da natureza e conseguir aplicar em nossa sociedade?

A tecnologia através de seu sistema de redes atua com grande impacto na formação de coletivos colaborativos que possuem o poder da ação regenerativa. Poderia comentar um pouco essa afirmação e como, em sua opinião, podemos aproveitar todas as possibilidades que a tecnologia nos oferece em favor a um caminhar mais sustentável?

A humanidade, ao longo dos anos, vem perdendo sua conexão vital com a natureza por perpetuar um modelo de vida que se afasta da linguagem comum entre todos os seres. Por mais incrível que pareça, este cordão umbilical, que também é chamado de inteligência ecológica, é o elemento que guia os caminhos da evolução e adaptação das espécies. Vivendo nas grandes cidades e fazendo uso de hábitos próprios da urbe não ativamos esta inteligência e comunicação. Como podemos encontrar esta linguagem perdida e quais seriam suas especificidades?

Dando continuidade a esta busca pela conexão vital gostaria que comentasse o conceito de Ecologia Profunda e como este abrange nossa maneira de pensar e agir dentro de qualquer atividade a ser desenvolvida.

Escute a 1a parte da entrevista aqui:

Entrevista de Beatriz Lemos a Filipe Freitas_parte 1 by EME

Entrevista de Beatriz Lemos a Diogo Alvim



Conversas em trânsito
Com Diogo Alvim

Laranjeiras, Rio de Janeiro. Quarta 27 de outubro de 2010.

Gostaria que você se apresentasse e pontuasse sua área de atuação profissional e os principais projetos realizados e nos quais participa.

Queria que nossa conversa girasse em torno da Comunicação Não-Violenta e de outras práticas para a sustentabilidade de nossas relações. Aprendi que a CNV é uma técnica e precisa de prática e que é um poder que deve ser semeado, não é mesmo? Poderia nos apresentar a CNV e como seria a maneira mais rápida de aplicá-la?

Para mim a ferramenta mais poderosa da Comunicação Não-Violenta é o exercício da empatia. A compreensão da postura dos outros através de uma simples troca de lugares. Contudo, também podemos cair em uma controvérsia, pois, em alguns casos, corre-se o risco de não conseguir chegar (entender) onde estaria o nó na comunicação, suprimindo os ruídos que vem do outro. Neste momento da empatia como podemos ter a clareza dos sentimentos de ambas as partes e o que essa troca de lugares pode reverberar ao ‘voltarmos’ a nós mesmos?

Existem vários exercícios individuais e coletivos para ativar a escuta ativa. Poderia exemplificar algumas dessas dinâmicas para se encontrar a essência por trás da mensagem?

A celebração da diversidade é uma atitude que amplia nosso aprendizado de novos modos de estar e se articular com o outro e com o mundo. Interagir cooperativamente e questionar a crença da separatividade potencializam o compartilhar de caminhos para o bem estar comum. A pedagogia da cooperação fortalece a confiança individual ao agir em coletivo. Como conseguiremos alcançar a compreensão da cooperação como mecanismo natural de evolução da vida?

Escute a entrevista completa aqui:

Entrevista de Beatriz Lemos a Diogo Alvim by EstudioMovelExperimental

22 de out de 2010

Entrevista de Beatriz Lemos a Emmanuel Khodja



Conversas em trânsito
com Emmanuel Khodja

Cosme Velho, Rio de Janeiro. Sexta, 21 de outubro de 2010.

Gostaria que você se apresentasse e pontuasse sua área de atuação profissional e os principais projetos realizados e nos quais participa.

Em seu texto Sustentabilidade? publicado no catálogo “Ponto Florestal” você faz uma crítica muito bem escrita ao conceito de desenvolvimento sustentável mais difundido atualmente e já obsoleto, que afirma ser aquele “capaz de atender às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atender às suas necessidades”. Gostaria que comentasse um pouco os equívocos desse conceito e o que seria o ideal ao pensarmos e praticarmos a palavra sustentabilidade.

Sabemos que a sociedade está passando por uma mudança muito fundamental em seu entendimento de existência e relação com o mundo. Esta é uma percepção que não atingirá a todos instantaneamente, será um longo processo de quebras de paradigmas. Esses valores em transição passam por todas as dimensões da vida e uma importante é a idéia que temos sobre economia. Temos hoje como conceitos bases para o pensamento econômico moderno o dinheiro, a riqueza e o empreendimento, porém precisamos desconstruir essas palavras para um novo entendimento do que seria uma economia comprometida com a sustentabilidade.
Em uma análise breve, poderia nos orientar sobre quais seriam os novos pilares econômicos para o futuro (e presente) e como poderíamos iniciar essa desconstrução?

Gostaria que conversássemos sobre o consumo consciente e a insustentabilidade do atual modelo. Poderia falar um pouco sobre as alternativas de ação e reversão, como o ativismo e boicote a empresas e produtos insustentáveis; os movimentos organizados para o consumo consciente; as rede de comercio justo e solidário, e outros?

A prática da mudança depende primeiramente de uma postura pessoal e cotidiana, porém muitas decisões devem e precisam ser tomadas em coletivo. Para uma decisão mais participativa e inclusiva pratica-se a metodologia do consenso, que também é muito usada em comunidades sustentáveis. Poderia explicar como funciona e se poderia ser aplicada a qualquer sistema ou sociedade?

Escute a entrevista completa aqui:

Entrevista com Emmanuel Khodja by EstudioMovelExperimental

18 de out de 2010

3a residência: Beatriz Lemos



Residência 3 >> Beatriz Lemos: 'O que e sustentabilidade para você?'

Execução: 18/10 a 29/10

Local: São Gonçalo e Rio de Janeiro

1. Intervenção/Oficina Pé-de-Rádio
Quando: 20/10 (quarta-feira), das 14h às 17h
Onde: UERJ/FFP
Rua Dr. Francisco Portela, 1470 - Patronato, São Gonçalo - RJ, 24435-005

* Estão abertas as vagas para Oficina Pé-de-Rádio - Residência de Beatriz Lemos, convida Wallace Hermman com apoio da Web Rádio Paraíso.
Experiências Sonoras na FFP/UERJ
Inscrições: webradioparaiso.uerj@gmail.com
Informar nome completo, se possui celular com rádio, matrícula e curso.
Acesse o Blog Pé-de-Rádio
* Esta oficina são voltadas para todos os alunos da FFP/UERJ São Gonçalo e oferecida gratuitamente.

2. Conversas em trânsito
Entrevistas com três membros da ecovila Terra UNA e coordenadores do curso Gaia Education no Brasil com os seguintes temas;
Diogo Alvim: Comunicação não-violenta.
Emmanuel Khodja: Economia sustentável e decisões por consenso
Filipe Freitas: Redes sociais sustentáveis.
Quando: 22/ 10 (Sexta-Feira) 08h as 19h.
Onde: As entrevistas serão realizadas uma após a outra em movimento pela cidade do Rio de Janeiro

3. Oficina de Vídeo com Andrei Muller e Gustavo Speridião (Circo dos Sonhos)
Quando: 29/10 (Sexta-Feira) e 30/10 (Sábado) 12h as 19h.
Onde: Zona Portuária, Rio de Janeiro
* Estas oficinas são voltadas para o grupo Flor do Asfalto, o e oferecida gratuitamente.

17 de out de 2010

Rádio Lugar >> Apresentação Final por Romano

Romano realizou uma apresentação sobre seu trabalho 'Rádio Lugar' para um grupo de 10 pessoas no Parque Lage, Sexta-Feira dia 15 de Outubro. Concluindo assim sua residência EME>>.

A tarde consistiu de uma apresentação de algumas bases teóricas e práticas que levam Romano a criar e produzir suas intervenções pela cidade do Rio de Janeiro. Discutimos a questão da ecologia sonora e humana em torno da baía de guanabara e como os dispositivos adaptados por Romano, como seus sapatos, rádios e guarda-chuvas proporcionam suas micro-intervenções e poética. Três vídeos e um texto inédito, produzidos durante esta residência foram apresentados de dentro do estúdio móvel e discutidos entre os participantes deste evento.

Agradecemos a Direção da Escola de Artes Visuais Parque Lage pela fonte de luz e espaço para realizar este evento. Foi uma recepção pefeita, podendo nos estacionar embaixo de uma grande mangueira, rodeada pela floresta da Tijuca.









Tivemos nesta ocasião a participação de Adriano Tavares, Amanda Bolsas, Jacqueline Paschoal, Juliana Cerqueira, Luciane Briotto, Luiza Diniz, Luiz Sérgio, Marcelo Mudou e Thiago Antonio.





Os móveis designed especialmente para esta ocasião de apresentação foram uma mesa e três bancos de madeira reciclada, montadas enquanto os participantes chegavam. Os módulos de madeira foram criados por Silvia Leal e estarão disponíveis para utilização pelos próximos dois residêntes; Beatriz Lemos (18-29 out) e Active Ingredient (1-15 nov).

10 de out de 2010

Rádio Lugar >> Praça XV e as Barcas: Rio > Niterói > Rio

Sexta-Feira dia 8 de Outubro começou ensolarado. Romano chegou carregando seu guarda-chuva e uma pequena bagagem de mão, daquelas com rodinhas, pronto para iniciar suas interferências sonoras.

Escute Romano falando sobre suas interferências Rádio Lugar:

Rádio Lugar_1 by EstudioMovelExperimental

Rádio Lugar_2 by EstudioMovelExperimental




Quando os três dançarinos começaram a montar seus sapatos sonoros na Praça XV já era umas 3 horas, na tarde em que 50,000 transeuntes eram previstos (pré-feriado) estar fazendo a jornada para o outro lado da Baía de Guanabara, que leva pouco mais de 10 minutos para cruzar.

O grupo pegou a Barca Rio > Niterói e retornaram logo em seguida no sentido > Rio. Os sapatos sonoros impulsionaram os performers a se movimentarem livremente entre os espaços da barca e entre o fluxo dos passageiros, seguindo a música que seus pés irradiavam.



Situação ideal para a construção de uma coreografia espontânea e improvisada entre os três bailarinos do coletivo Pague Leve, que ao retornar ao Rio, continuaram suas composições espaciais entre os passageiros que ali se dispersavam entre os outros que chegavam.

4 de out de 2010

Lugar - saída das barcas

imagem satelite da radio invisível unindo rio de janeiro e niterói


imagem satelite da radio invisível unindo rio de janeiro e niterói
Residência EME SOUNDSCAPE
Praça XV Rio de Janeiro

interferências no fluxo dos passantes
utilizando

orelhões
guardas chuvas
sapatos sonoros
micro transmissor de rádio


A praça Mal. Âncora possui o seu maior fluxo de pessoas na saída das barcas, justamente no momento do desembarque quando esse numero varia de 200 a 800 pessoas dependendo do horário.

Possui 4 bancas de jornal, um sanitário público desativado e cerca de 13 orelhões.

Suas maior fonte sonora além do ambiente e dos passantes é o barulho do subsolo vindo da galeria por onde passam os ônibus.

Outra fonte sonora especial é o ranger do cais quando a barca está estacionada, que possui grande força sonora pelo peso do ferro.

Algumas propostas específicas foram pensadas nesse contexto buscando uma interferência pública composta de microintervenções que transformasse o ambiental utilizando o som.

Mapa das micro-intervenções sonoras

#Orelhão
realiza-se utilizando auto falantes e 1 mp3 para sonorizar um orelhão com o som do cais,
aproveitando a sua acústica e lançando o pedestre na direção de outro lugar.

#Megafone
investir contra a turba no momento de pico, com megafone, andando no sentido contrário ao movimento.

#Rádio invisível
na barca, utilizando um microtransmissor a bateria, invadir o espaço sonoro utilizando o espelho dágua para multiplicar o sinal. O alcance é indefinido, mas pode ser ouvido de dentro da embarcação.

#Sapatos Sonoros
dois bailarinos utilizam dois sapatos sonoros na saída das barcas, realizando uma dança e aproveitando o momento de fluxo e fazendo com que as pessoas se voltem para trás.

#Guarda chuva
um guarda chuva com uma fonte sonora é aberto por um pedestre na saída das pessoas e segue o fluxo aberto e ressoando alto.

nem todas as intervenções serão realizadas. após a residência serão colocadas em um mapa os registros.




1 de out de 2010

2a Residência: 'Rádio Lugar' de ROMANO


O artista Romano está em residência dentro do Estúdio Móvel Experimental, com seu trabalho 'Rádio Lugar', entre as datas de 1- 15 Outubro 2010.

EVENTOS:
1- Intervenção
Quando: 08/10 (sexta-feira)
Horário: 15:00 -18:00
Onde: Praça XV, Centro, Rio de Janeiro

2- Intervenção
Quando: 10/10 (domingo)
Horário: 14:00 -17:00
Onde: Barca: Rio – Niterói

3- Intervenção
Quando: 11/10 (segunda-feira)
Horário: 15:00-18:00
Onde: Praça Araribóia, Centro, Niterói

4- Apresentação
Quando: 15/10 (sexta-feira)
Horário: 14:00 - 17:00
Onde: Escola de Artes Visuais do Parque Lage Rua Jardim Botânico 414, Rio de Janeiro

* Inscrições para a apresentação dia 15 estão abertas. Envie seu nome para estudiomovelexperimental@gmail.com

10 vagas, entrada franca.