O que somos

EME>>, Estúdio Móvel Experimental, é uma residencia móvel de pesquisa integrada em meio ambiente e sustentabilidade, entre arte, ciência e tecnologia. O projeto tem duas funções principais: seu design ser ecológico, isto é, desenvolver a máquina para que seja coerente ao meio ambiente e abrir espaço para artistas desenvolverem ações artísticas em sítios específicos. Este projeto é direcionado como uma plataforma interdisciplinar de pesquisa com foco na Mata Atlântica e sustentabilidade.

Os artistas e pesquisadores residentes no EME>> visitarão alguns municípios do estado do Rio de Janeiro também como festivais de arte, mídia e exposições. Uma de suas funções é alcancar público por meio de intervenções urbanas, publicações, documentação e interação utilizando plataformas de novas mídias como internet e redes sociais. Através deste projeto multidisciplinar pretende-se enfatizar a conscientização ambiental, histórica e artística do Estado do Rio de Janeiro.


EME >> Estúdio Móvel Experimental is a mobile residency working in a platform between art and science researching the natural environment and sustainability. EME >> has two main functions: as a customized camper van that is designed to be ecological, i.e., to adapt its machinery to the natural environment; and also as a mobile studio that can support facilities to explore the urban and natural environment, realize public/ live arts and educational events around the Guanabara Bay in the state of Rio de Janeiro. It opens space for artists and researchers to use the EME>> machine as a tool for communication and interface their work, the natural environment and the audience.



22 de out de 2010

Entrevista de Beatriz Lemos a Emmanuel Khodja



Conversas em trânsito
com Emmanuel Khodja

Cosme Velho, Rio de Janeiro. Sexta, 21 de outubro de 2010.

Gostaria que você se apresentasse e pontuasse sua área de atuação profissional e os principais projetos realizados e nos quais participa.

Em seu texto Sustentabilidade? publicado no catálogo “Ponto Florestal” você faz uma crítica muito bem escrita ao conceito de desenvolvimento sustentável mais difundido atualmente e já obsoleto, que afirma ser aquele “capaz de atender às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atender às suas necessidades”. Gostaria que comentasse um pouco os equívocos desse conceito e o que seria o ideal ao pensarmos e praticarmos a palavra sustentabilidade.

Sabemos que a sociedade está passando por uma mudança muito fundamental em seu entendimento de existência e relação com o mundo. Esta é uma percepção que não atingirá a todos instantaneamente, será um longo processo de quebras de paradigmas. Esses valores em transição passam por todas as dimensões da vida e uma importante é a idéia que temos sobre economia. Temos hoje como conceitos bases para o pensamento econômico moderno o dinheiro, a riqueza e o empreendimento, porém precisamos desconstruir essas palavras para um novo entendimento do que seria uma economia comprometida com a sustentabilidade.
Em uma análise breve, poderia nos orientar sobre quais seriam os novos pilares econômicos para o futuro (e presente) e como poderíamos iniciar essa desconstrução?

Gostaria que conversássemos sobre o consumo consciente e a insustentabilidade do atual modelo. Poderia falar um pouco sobre as alternativas de ação e reversão, como o ativismo e boicote a empresas e produtos insustentáveis; os movimentos organizados para o consumo consciente; as rede de comercio justo e solidário, e outros?

A prática da mudança depende primeiramente de uma postura pessoal e cotidiana, porém muitas decisões devem e precisam ser tomadas em coletivo. Para uma decisão mais participativa e inclusiva pratica-se a metodologia do consenso, que também é muito usada em comunidades sustentáveis. Poderia explicar como funciona e se poderia ser aplicada a qualquer sistema ou sociedade?

Escute a entrevista completa aqui:

Entrevista com Emmanuel Khodja by EstudioMovelExperimental

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