O que somos

EME>>, Estúdio Móvel Experimental, é uma residencia móvel de pesquisa integrada em meio ambiente e sustentabilidade, entre arte, ciência e tecnologia. O projeto tem duas funções principais: seu design ser ecológico, isto é, desenvolver a máquina para que seja coerente ao meio ambiente e abrir espaço para artistas desenvolverem ações artísticas em sítios específicos. Este projeto é direcionado como uma plataforma interdisciplinar de pesquisa com foco na Mata Atlântica e sustentabilidade.

Os artistas e pesquisadores residentes no EME>> visitarão alguns municípios do estado do Rio de Janeiro também como festivais de arte, mídia e exposições. Uma de suas funções é alcancar público por meio de intervenções urbanas, publicações, documentação e interação utilizando plataformas de novas mídias como internet e redes sociais. Através deste projeto multidisciplinar pretende-se enfatizar a conscientização ambiental, histórica e artística do Estado do Rio de Janeiro.


EME >> Estúdio Móvel Experimental is a mobile residency working in a platform between art and science researching the natural environment and sustainability. EME >> has two main functions: as a customized camper van that is designed to be ecological, i.e., to adapt its machinery to the natural environment; and also as a mobile studio that can support facilities to explore the urban and natural environment, realize public/ live arts and educational events around the Guanabara Bay in the state of Rio de Janeiro. It opens space for artists and researchers to use the EME>> machine as a tool for communication and interface their work, the natural environment and the audience.



28 de out de 2010

Entrevista de Beatriz Lemos a Filipe Freitas



Conversas em trânsito
Com Filipe Freitas

Cosme Velho, Rio de Janeiro. Quarta 27 de outubro de 2010.

Gostaria que você se apresentasse e pontuasse sua área de atuação profissional e os principais projetos realizados e nos quais participa.

A definição de sustentabilidade passa pela lógica da organização em redes. Em todas as dimensões de nossa vida lidamos com a interdependência e quanto mais nos aprofundamos nos detalhes mais temos consciência de um mundo sistêmico. A natureza por si só é um modelo de sustentabilidade, onde as redes colaborativas atuam em todas as instâncias. Como extrair esse aprendizado da natureza e conseguir aplicar em nossa sociedade?

A tecnologia através de seu sistema de redes atua com grande impacto na formação de coletivos colaborativos que possuem o poder da ação regenerativa. Poderia comentar um pouco essa afirmação e como, em sua opinião, podemos aproveitar todas as possibilidades que a tecnologia nos oferece em favor a um caminhar mais sustentável?

A humanidade, ao longo dos anos, vem perdendo sua conexão vital com a natureza por perpetuar um modelo de vida que se afasta da linguagem comum entre todos os seres. Por mais incrível que pareça, este cordão umbilical, que também é chamado de inteligência ecológica, é o elemento que guia os caminhos da evolução e adaptação das espécies. Vivendo nas grandes cidades e fazendo uso de hábitos próprios da urbe não ativamos esta inteligência e comunicação. Como podemos encontrar esta linguagem perdida e quais seriam suas especificidades?

Dando continuidade a esta busca pela conexão vital gostaria que comentasse o conceito de Ecologia Profunda e como este abrange nossa maneira de pensar e agir dentro de qualquer atividade a ser desenvolvida.

Escute a 1a parte da entrevista aqui:

Entrevista de Beatriz Lemos a Filipe Freitas_parte 1 by EME

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