O que somos

EME>>, Estúdio Móvel Experimental, é uma residencia móvel de pesquisa integrada em meio ambiente e sustentabilidade, entre arte, ciência e tecnologia. O projeto tem duas funções principais: seu design ser ecológico, isto é, desenvolver a máquina para que seja coerente ao meio ambiente e abrir espaço para artistas desenvolverem ações artísticas em sítios específicos. Este projeto é direcionado como uma plataforma interdisciplinar de pesquisa com foco na Mata Atlântica e sustentabilidade.

Os artistas e pesquisadores residentes no EME>> visitarão alguns municípios do estado do Rio de Janeiro também como festivais de arte, mídia e exposições. Uma de suas funções é alcancar público por meio de intervenções urbanas, publicações, documentação e interação utilizando plataformas de novas mídias como internet e redes sociais. Através deste projeto multidisciplinar pretende-se enfatizar a conscientização ambiental, histórica e artística do Estado do Rio de Janeiro.


EME >> Estúdio Móvel Experimental is a mobile residency working in a platform between art and science researching the natural environment and sustainability. EME >> has two main functions: as a customized camper van that is designed to be ecological, i.e., to adapt its machinery to the natural environment; and also as a mobile studio that can support facilities to explore the urban and natural environment, realize public/ live arts and educational events around the Guanabara Bay in the state of Rio de Janeiro. It opens space for artists and researchers to use the EME>> machine as a tool for communication and interface their work, the natural environment and the audience.



18 de set de 2009

Interview with Dora Hees de Negreiros, Instituto Baía de Guanabara

The questions below were posed by Rachel Jacobs of Active Ingredient, which Silvia in turn asked Ms. Dora Hees, President of the Guanabara Bay Institute to reflect upon:














The questions below were posed by Rachel Jacobs of Active Ingredient, which Silvia in turn asks Ms. Dora Hees, President of the Guanabara Bay Institute:


Silvia: How do we visualise the future of our forests?

Dora Hees de Negreiros: With certain worry, I think we will have forests but they will be altered. I believe that people will be more conscientious and take more care. This “care” is however in inverted commas, the concept of an un-touched forest is something I don’t really believe in, as the population grows, man needs to make a clearing to live, even the Indians made clearings. We need the sun to live and as the population grows, our forests are threatened. But I believe we will take care, and this care is being taken into consideration in many ways. Projects such as yours, initiatives that are now more common will increase. We will have forests, but in limited spaces, such as the Guanabara Bay for example, once the mangroves covered all of its margins. Today this is very limited to the APA Guapimirim. We are continually developing these projects to protect our forests and I believe the population is taking more care. I am from the time of Stockholm’s conference on the environment, it was 1972, and it was when pollution was being considered for the first time. I was then already working with the environment. We were aware then that the world could not continue developing the way it was. Today I believe there are many things being done and we will have our forests, at least in the areas that are protected.

Silvia: How do we think we can work with young people to keep them interested in looking after the forest regions?

Dora: The best way to work with children in my region of Rio de Janeiro is through the schools. It is a place where the children go to. Even if attracted by the school lunches offered. There is a lot of interest in our forests, especially by the teachers who bring the young people and show them, not only through images, but through direct contact with nature, which creates affection. A young person who hugs a tree will never forget its texture. So I think we must put young people in direct contact with nature, let them hear the sounds and smell the forest, this is very important.

Silvia: What ways can humans and the technology we are inventing can help us live with our forests now?

Dora: This weekend I was in Itatiaia, and there I heard about a resident who had a very modern recording tool, a camera that has a thermal sensor. He filmed a family of jaguars which were unknown in that forest previously. The machine is activated by movement or heat, that is, the technology revealed the family of jaguars. I strongly believe in technology, as well as information in order to create an emotional tie, and that knowledge is necessary. Today technology makes this information available to us. In this region of the Guanabara Bay, amongst its sixteen municipalities, there are schools which still do not have access to the internet, neighbourhoods which do not have access and this makes it necessary for us to physically take this information also. As a note, we have a project with bio-indicators, and it would be good to make contact with Active Ingredient.

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Silvia Leal: Como você visualiza o futuro das nossas florestas?

Dora Hees de Negreiros: Com certa preocupação. Eu acho que nós vamos ter florestas sim, mas um pouco alteradas. Eu acredito que as pessoas vão tomar mais consciência e vão cuidar mais dela. “Cuidado” entre aspas, Não deixar-las intocadas... Não acredito em nada muito intocado. A população crescendo da maneira que está crescendo, o homem vai precisar fazer uma clareira pra viver, todo homem, mesmo os índios abrem uma clareira, pois precisamos de sol para viver e conforme a população vai crescendo, as florestas vão ficando ameaçadas. Mas eu acredito que nós vamos tomar alguns cuidados, aliás, acho que estes cuidados já estão sendo tomados de certa forma. Trabalhos como os de vocês e iniciativas que são agora mais frequentes e mais comuns vão se multiplicar. Vamos chegar, por exemplo, a ter florestas em espaços limitados, assim como a baía de Guanabara tinha manguezais em toda sua volta e hoje tem, bem limitado, na APA Guapimirim. Estamos cada vez mais ampliando as áreas protegidas das florestas. Eu acho que a população está tendo mais cuidado. Eu sou da época da confência em Estocolmo de Meio Ambiente, e a primeira vez que se pensou em poluição foi em 72, quando eu já trabalhava com o meio ambiente. Eram as primeiras noções, quando o mundo se deu conta de que não podia continuar daquele jeito. Hoje, acho que muitas coisas estão sendo feitas, e vamos conseguir, pelo menos em áreas protegidas, ter nossas florestas.

Silvia: Como podemos trabalhar com os jovens com o intuiro de despertar o interesse neles em cuidar da mata atlântica?

Dora: A melhor maneira de trabalhar com crianças, pelo menos na minha região que é o Rio de Janeiro, é por meio das escolas. É um lugar para onde eles vão de qualquer maneira, nem que sejam atraídos pelas merendas, Nós temos a experiência para atrair os interessados, já que os professores também tem interesse, ou seja, mostram aos jovens, por meio de imagens, e desta maneira os coloca em relação direta com a natureza, criando assim o afeto. O jovem que abraça uma arvore não vai esquecer jamais como é a textura de uma árvore. Então, na minha opnião, devemos colocar os jovens em contato direto, fazendo-os ouvir os sons e sentir o cheiro da floresta. Isso é importante.

Silvia: De que modo você acha que a tecnologia, que estamos inventando o tempo todo, pode nos ajudar a viver com as florestas?

Dora: Este fim de semana estive em Itatiaia e lá soube que um morador trouxe uma máquina de filmar ultra moderna, destas que tem sensor térmico. Ele filmou uma família de onças desconhecidas dentro da floresta. Esta máquina liga quando sente movimento ou calor, quero dizer, uma tecnologia que mostrou a existência de uma familia de onças. Por isso, acredito muito na tecnologia, assim como a informação é necesária para poder criar um laço afetivo. O conhecimento é necessário. Hoje em dia as tecnologias colocam estas informações ao nosso dispor. Mas nós também precisamos levar esta informação adiante, pois mesmo dentro da área da baía de Guanabara, em 16 munincípios, há áreas e bairros onde as escolas ainda não tem internet. ou seja, a tecnologia também tem que chegar e andar mais depressa. Nós temos um projeto com bio-indicadores de água, precisamos fazer contato com Active Ingredient.

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